Cabelos pintados
Em 1908 foi
inventada a primeira coloração capilar, da qual derivam as
tinturas. A primeira tentativa bem-sucedida de desenvolver uma
tinta para cabelos segura a ser comercializada foi feita em 1909
pelo químico francês Eugène Schueller. Baseando sua fórmula num
novo componente químico, a paraphenylenediamine, ele fundou a
Fábrica de Tinturas para Cabelos Inofensiva. Um ano depois,
Schueller escolheu um nome mais glamoroso para sua empresa:
L’Oréal. Sua tintura mais famosa, Imedia, apareceu em
1927.
Bocas
coloridas
Em 1915, os primeiros batons,
fixados numa base de metal dourada e protegidos por uma tampa,
surgiram nos salões de beleza dos EUA.
Unhas
feitas
O costume de pintar as unhas
nasceu na China, no século III a.C. As cores do esmalte indicavam a
classe social do indivíduo. Os primeiros eram feitos de goma
arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha. Os reis pintavam
as unhas com as cores preta e vermelha, depois substituídas pelo
dourado e pelo prateado. No Egito antigo, a tradição se
repetiu.
Xampu
O primeiro tipo de detergente
que se tornaria o atual xampu foi produzido na Alemanha em 1890.
Apenas depois da Primeira Guerra Mundial ele começou a ser
oferecido comercialmente como um
produto para a limpeza dos cabelos.
Obstáculos dos cosméticos
Uma
lei grega do século II proibia que as mulheres escondessem sua
verdadeira
aparência com maquiagem antes do casamento. A legislação
draconiana, adotada pelo Parlamento britânico em 1770, permitia a
anulação do casamento se a noiva estivesse de maquiagem, dentadura
ou cabelo falso. Nos anos seguintes, no entanto, a maquiagem pesada
tomou conta da Inglaterra e da França. Até que a febre passou após
a Revolução Francesa. Só se admitia que pessoas mais velhas e
artistas de teatro usassem. Em 1880, a maquiagem reconquistou as
mulheres e nascia a moderna indústria de cosméticos.
Pó
da morte
Os pós faciais, que surgiram
em 4 000 a.C. na antiga Grécia, eram perigosos porque tinham uma
grande quantidade de chumbo em sua composição e chegaram a causar
várias mortes prematuras. O rouge era um pouco mais seguro. Embora
fosse feito com amoras e algas marinhas, substâncias naturais, sua
cor era extraída do cinabre (sulfeto de mercúrio), um mineral
vermelho. O mesmo rouge era usado nos lábios, como batom, onde era
mais facilmente ingerido e também causava envenenamento.
Perfume
Em 2900 a.C.,
os mortos egípcios eram enterrados com jarros de óleo perfumado,
cuja natureza ainda é um mistério. Mil anos depois, os egípcios se
aventuraram por toda parte em busca de essências. Para perfumar o
corpo, os egípcios colocavam uma massa de gordura perfumada no topo
da cabeça ou sobre uma peruca. Durante a noite, a gordura
dissolvia-se, cobrindo a peruca, as roupas e o corpo com uma camada
oleosa bastante perfumada (Agh!). No Império Romano, o perfume
também ingerido - puro ou no vinho - para ocultar o mau hálito. A
destilação da água de rosas e outros perfumes foi uma descoberta
islâmica do século IX. O descobrimento do álcool como veículo para
o perfume ocorreu no século XIV. Nem todos os povos da Antiguidade
gostavam de perfume. Em 361 a.C., Agesilau, rei de Esparta, baniu o
seu uso.
Depilação
A depilação com
fins estéticos foi praticada por muitas civilizações. As mulheres
gregas, por exemplo, levavam a vaidade ao ponto de arrancar os
pêlos pubianos com a mão e queimá-los com uma chama ou com cinzas
quentes. Os cremes depilatórios também são conhecidos em todas as
épocas. As mulheres árabes preparavam um xarope espesso, feito de
partes iguais de açúcar e de suco de limão com água, e o espalhavam
sobre a
pele, deixando-o secar, para depois extrair os pêlos. A técnica
é, no essencial, semelhante à da cera. A depilação com cera é
invenção de Peronet, em 1742, na cidade de Paris.




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